O blog da história da Póvoa de Rio de Moinhos e das suas gentes. Valdeveiro é uma zona agrícola à entrada da aldeia, cujo nome quer dizer no meu entender vale de ver ou seja um vale com bastantes potencialidades que merecia ser visto, daí...

11
Mai 12

veja em ecran total
publicado por nabodogato às 10:25

10
Mai 12



veja em ecran total
publicado por nabodogato às 09:57

07
Mai 12


Aconselho a verem esta magia em écran total.
publicado por nabodogato às 17:08

02
Mai 12

Quando em conversa alguém puxava a água ao seu moinho, a outra pessoa em desacordo respondia:

- Olha lá, o que tu és de esperto? Hem! Não querias mais nada? O cu lavadinho com água de malvas?

 

A propósito desta expressão sempre me intrigou o porquê de água de malvas, daí que fui à internet saber:

 

Esta planta está indicada no tratamento de problemas digestivos (gastrites, azias, úlcera de estômago e duodeno). Melhora o trânsito intestinal ao mesmo tempo que alivia as colites. Em obstipações mais graves pode-se fazer um clister com o seu chá. Externamente, aplica-se em lavagens para inflamações e infecções cutâneas.

Um dos tratamentos, para as senhoras, consistia em fazerem a higiene íntima, com a referida água das malvas, que se chamava, por isso, em tom jocoso, “água do cu lavado”.

 

A água das malvas era um tratamento conhecido dos nossos avós para os achaques mais frequentes. Dai ter passado também para os ditados populares, a ponto de se dizer de um indivíduo apaixonado, que a amada “lhe deu a beber água das malvas” ou “água do cu lavado”, ou seja uma mezinha que curava todos os males. A um indivíduo importuno e chato também se lhe diz “que vá às malvas”, isto é, que "se vá curar!"

 

          

Fonte: internet 

 

publicado por nabodogato às 11:58

23
Abr 12

                       

Ou manta de ourelos, são mantas de retalhos, restos de farrapos ou trapos, enrolados e juntos com linha uns aos outros.

Farrapo é um pedaço de tecido velho sem utilidade. Sem utilidade, propriamente, não: o farrapo, os restos em tecido ou tecidos velhos, eram reaproveitados numa forma de reciclagemna confecção destas mantas.

Numa aldeia perto da Covilhã, no Dominguizo,  vários homens faziam a sua vida negociando pelas aldeias em volta, comprando trapos, farrapos, roupas velhas, peles, sucatas enfim, tudo o que houvesse de desperdício.

O destino desses farrapos era as muitas fábricas de lanifícios da Covilhã para o fabrico de mantas chamadas «mantas de ourelos» ou mantas de farrapos.

O Farrapeiro era quem vendia e comprava farrapos, também conhecido por trapeiro.

O Farrapeiro percorria as aldeias com o  pregão:”Há farrapos ou peles de coelho para vender?”

A estátua em sua homenagem localiza-se na referida aldeia.

                           

Lembro-me com saudade da minha mãe, a cada Inverno a juntar todos os trapos, gastos pelo uso, normalmente peças de roupa que se deixavam de usar, recolhidas de familiares de amigos e vizinhos e levar prá ribeira para lavar.

Depois à noite junto à lareira enquanto eu e os meus irmãos fazíamos os TPCs na altura cópias e contas, ela de tesoura em riste com paciência cortava em tiras infindáveis de cerca de dois centímetros de largura que posteriormente cosia umas ás outras.

Antes de irmos para a cama a tarefa pertencia a todos, enrolar todas aquelas fitas em novelos e meter em sacas.

Quando o farrapeiro passasse fazia-se-lhe a respectiva entrega.

Voltava depois de algum tempo com a manta já feita,  pagava-se a confecção, que tenho a ideia não era muito dinheiro.

Havia pessoas que além das mantas multicolores às riscas ou aos quadrados ou “quadros” faziam tapetes, passadeiras, etc. para embelezavam o interior das habitações ou alforjes e outros utensílios domésticos.

Dizem que é um trabalho de confecção fácil, normalmente utilizado para aprendizagem das tecedeiras.

Na região de Mértola são ainda hoje confeccionadas "Mantas de trabalho" e mantas de barras largas, mantas de lã, toalhas de linho, de algodão, e a retalho.

                               

Ficam com um aspecto muito colorido, depende dos trapos utilizados, e tem um peso enorme, excelente para as noites frias de Inverno, para fazer calor.

Quando velhas utilizavam-se na apanha da azeitona por serem bastante resistentes. 

Há até a lenda da velha da manta de farrapos:

Uma velha pouco tempo antes de morrer pediu aos filhos para lhe trazerem farrapos para ela fazer uma manta que era para a cobrir no caixão.

Os filhos assim fizeram. A mulher com os novelos de farrapos fez a manta. Entretanto morreu e como tinha pedido aos filhos, foi enterrada coberta com a manta que tinha feito.

No dia seguinte ao seu funeral quando o coveiro foi ao cemitério viu a mulher deitada sobre o monte de terra da sua cova, tapada com a manta.

O coveiro pensou que deveria de ter sido alguém por maldade que tivesse desenterrado a velha, e voltou a enterrá-la.

Só que isso aconteceu durante os três dias consecutivos, o coveiro achou que algo estaria errado, e foi falar com os filhos.

Eles não acreditaram, mas na manhã seguinte quando se dirigiram ao cemitério com o coveiro depararam-se com a mãe deitada sobre a sua cova com a manta por cima.

Diz-se que um deles foi a correr à igreja a chamar o padre, e quando este lá chegou pôs-se de imediato a rezar uma ladainha e de repente ouviram a voz da velha, mas sem que o seu corpo ou a boca se mexiam.

O padre apavorado, perguntou o que é que lhes estaria a faltar para ela poder seguir no caminho do paraíso!? Ao que a velha respondeu que para descansar em paz teriam de lhe tirar a manta e dá-la aos seus filhos para estes a abrirem e descoserem.

Assim se fez, o padre rezou a missa, voltaram a enterrar a velha e entregaram a manta aos filhos para que estes a descosessem.

Quando os filhos a descoseram viram que dentro da manta, em cada divisão de quadrados ela tinha dinheiro...

Diz-se que a velha não conseguia descansar em paz devido há sua própria ganância!

Então a partir daí ficou estipulado que não se deve enterrar ninguém com bens materiais para que o mesmo não volte a acontecer.

 

                         

 Fonte e imagens da internet.

 

 

publicado por nabodogato às 16:21

22
Abr 12

Xaile, pensa-se que tenha origem no termo utilizado na Pérsia “Shãl”, é uma peça de vestuário que se coloca de forma triangular sobre os ombros e braços, e por vezes sobre a cabeça.

É rectangular ou quadrado, sendo usado dobrado para ficar com forma triangular.

São raros os xailes originalmente triangulares.

Consta-se que tenha sido criado pelas operárias das fábricas de tabaco em Sevilha na Espanha e a que chamariam “Manton de Manila”.

As folhas de tabaco vinham das Filipinas embrulhadas em panos chineses velhos, muito ornamentados e de forma quadrangular.

As mulheres cortavam-nos e colocavam-nos em triângulo sobre os ombros deixavam os braços livres para trabalhar e simultaneamente as protegia do frio.

                             

Consta-se que o “Manton de Manila” tem origem na China, e Manila, a capital de Filipinas, ex-colónia espanhola, deu-lhe o nome.

Na era imperial espanhola (século XVI) o comércio marítimo era feito através da rota de Manila (Filipinas) para Veracruz (México) e Sevilha (Andaluzia).

E é assim que as mulheres de Sevilla recebem como presentes o xaile de Caxemira, na Índia trazido de Manila.

Ainda hoje as bailarinas de flamengo o usam.

Consta-se que, nos finais do séc. XVIII, um persa cego chamado Yehyah Sayyid visitou Cachemira a quem o governador afegão lhe ofereceu um xaile.

Sayyid, por sua vez, ofereceu-o ao Quediva do Egipto, que também o presenteou a Napoleão Bonaparte.

Este ofereceu-o à sua esposa, a Imperatriz Josefina de Beauharnais. 

                        

Com o seu uso, todas as mulheres elegantes francesas invejavam ter um e procuraram por todos os meios obter o seu próprio xaile de Caxemira.

Os xailes tornaram-se grande moda e o desejo em ter um era enorme por qualquer dama elegante da Europa ou da América.

A raridade, o elevado preço e a muita procura fomentou o surgimento de imitações, produzidas com lã de cabra, lã merina, de seda e de algodão.

O xaile terá chegado a Portugal sensivelmente na mesma altura finais do séc. XVIII que ao resto da Europa, trazido por marinheiros regressados das Índias.

Como era um artigo muito ambicionado e apenas ao alcance de alguns privilegiados, simbolizava estatuto social e poder económico, o seu uso funcionava como um excelente sinal exterior de riqueza.

Primeiramente mantiveram a riqueza das cores e a beleza dos desenhos tipicamente orientais, em seguida o seu uso foi-se expandindo, e passaram a ser utilizados os mais diversos materiais e desenhos na sua confecção.

                        

Entre nós como a moda foi sempre muito influenciada pelo estrangeiro o mesmo furor se generalizou e influenciou a utilização do xaile.

A mulher camponesa sempre usou pelas costas uma espécie de agasalho, uma saia dobrada, capa, capucha, capoteira ou mantéu, com o aparecimento novidade do xaile o sucesso foi instantâneo.

Com a grande procura provocou a sua industrialização e tornou-se cada vez mais acessível às bolsas populares e o seu interesse contribuiu fortemente para o desenvolvimento da jovem indústria têxtil nacional.

Por outro lado a preferência popular pelo xaile decorre do facto de ser muito prático no uso diário e da grande facilidade de acondicionamento, além de compor a figura da mulher trazendo-lhe mais dignidade, porque envolta num xaile fácilmente se encobria a pobreza do trajar.

O xaile está presente em todas as ocasiões da vida, como no aconchego dos recém-nascidos, aos domingos e dias de festa como complemento do melhor traje, o xaile funcionava muitas vezes como tapa misérias. E daí tornar-se peça fundamental no enxoval de noiva. Era essencialmente o resguardo do frio e da chuva. Nos momentos de tristeza escondia a cara e o sofrimento. No luto cobria o corpo. Era a peça que melhor passava de mãe para filha, uma vez que na maioria das vezes nada mais havia para herdar.

                          
Em todo o país encontramos no xaile, o gosto, os costumes locais e a riqueza de cada região e os variados tipos de xaile.

Em Trás-os-Montes e nas Beiras o xaile é negro, seja de uso diário ou domingueiro.

No Alentejo, Ribatejo e Algarve além do negro, surgem outras cores, como o castanho e o cinzento, lisos ou com padrões sóbrios.

Na Beira Litoral, o gosto popular, levou ao uso de uma multiplicidade de tecidos, materiais, padrões e cores.

No Minho são maioritariamente negros ou vermelhos embora o amarelo, o verde e o azul também sejam frequentes, com padrões bem definidos, alguns comuns à joalharia regional.

Em Lisboa é o negro o preferido, ainda hoje muito usado nos bairros típicos e peça obrigatória das varinas e das fadistas mais tradicionais.

Tenho ainda presente a imagem da minha avó já velhinha muito elegante com o seu xaile negro por sobre as costas. Bem como a imagem de um muito enroladinho que com o destapar fazer surgir a cabecinha um bebe muito pequenina.

Ainda hoje é uma peça com bastante uso pela sua utilidade, especialmente no Inverno na província.

              

Ficou célebre o fado “O Xaile da Minha Mãe” da Amália Rodrigues:

O xaile de minha mãe

Que me aqueceu com carinho

Mais tarde serviu também

Pra agasalhar meu filhinho

 

Com suas franjas brincava

Ou dormia docemente

Quando minha mãe cantava

As canções de antigamente

 

 

Diz meu filho com amor

Nem um manto de rainha

Para mim tem mais valor

Do que o xaile da avozinha

 

Não há relíquia mais linda

Que o xaile dos meus afectos

Quem sabe se serve ainda

Para agasalhar meus netos

 

E a ambição desmedida

Que a minha alma contém

Para vê-lo toda vida

Aos ombros da minha mãe

 

E era vê-lo toda vida

Aos ombros de minha mãe

 

Fonte: Internet, wikipédia,Trajes Portugueses.

 

 

publicado por nabodogato às 15:38

15
Abr 12

 

 

 

 

publicado por nabodogato às 16:52

03
Abr 12

publicado por nabodogato às 15:52

22
Mar 12

publicado por nabodogato às 17:19

13
Mar 12

 

 

publicado por nabodogato às 17:06

Maio 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


subscrever feeds
Estou no blog.com.pt - comunidade de bloggers em língua portuguesa

Sign by Danasoft - Get Your Free Sign

mais sobre mim
pesquisar
 
links
as minhas fotos
blogs SAPO